CAS como Solução Econômica e Social

Olhando para o Brasil de antigamente, percebemos que no século XIX e início do XX, somente 25% da população residia nas cidades. Devido à deficiência de transporte, boa parte dos 75% que morava na zona rural, de fato, era, de alguma forma, auto-sustentados nas fazendas da época e, quase sempre, com abundância e fartura, apesar da tecnologia ainda incipiente, da falta de planejamento, das atividades voltadas quase que somente à pecuária ou à monocultura e adequadas ao perfil diferente de consumo da época, com reduzido número de itens. Outrora os brasileiros eram auto-sustentados e independentes de qualquer sistema econômico para sobreviver.

Não adianta sustentar a população carente ou dar-lhe comida indefinidamente. É preciso organizá-la de maneira tal que ela faça outra coisa além de somente consumir recursos e se reproduzir desordenadamente, sem planejamento familiar. Tentar tirar a população das favelas, guetos e sub-habitações das cidades e organizá-la em bairros populares, conjuntos habitacionais, etc, é muito dispendioso e não funciona, porque a população continua sendo socialmente dependente, sem perspectivas futuras e sem normas de organização para sair desta condição. A forma mais inteligente é organizar a população em condomínios auto-sustentáveis, cujas normas rígidas educam-na para o trabalho comunitário eficiente e cuja administração empresarial, em parceria com a ecologia, garante o suprimento dos itens básicos mais importantes para a sobrevivência, com alta qualidade e a preço de custo.

A população carente, trabalhando de forma planejada e organizada em condomínios auto-sustentáveis, produzirá, em curto espaço de tempo, a maioria dos itens básicos para sua sobrevivência. Esta mesma população, acostumada a viver na miséria e sem qualquer recurso, reagirá positivamente ao ver o fruto de seu esforço comunitário ser recompensado de forma generosa pela natureza. A resposta da natureza, em termos de “rendimento / salário”, é muito mais gratificante e profusa do que o rendimento ou salário correspondente a um trabalho equivalente realizado em uma empresa normal. A natureza é muito mais generosa e dadivosa do que um patrão ou uma instituição com finalidade de lucro, principalmente quando esta natureza está em equilíbrio e é bem tratada.

 
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